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O objetivo do blog é ajudar aos alunos que estudam botânica durante a sua graduação, ou simplesmente "matar" a curiosidade de alguns.

Solicito a gentileza de comentar suas questões e contribuições.

Aos que desejarem a postagem de algum assunto em específico, é só mandar um e-mail para botanicanagraduacao@gmail.com , que será postado aqui, você poderá estar contribuindo para a divulgação e a valorização do blog, assim como para a difusão de conhecimento para todos.


Jessika Barbosa.

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sábado, 8 de junho de 2013

Importância das Bromélias

A família Bromeliaceae destaca-se como um dos principais componentes da flora e da fisionomia dos ecossistemas brasileiros abrigando aproximadamente 36% das espécies catalogadas. Possui vários gêneros endêmicos, alguns deles encontrados exclusivamente na Floresta Atlântica.

Os representantes da família apresentam em geral inflorescência vistosa e folhas distribuídas em roseta. (Para maiores detalhes morfo-anatômicos vá para postagem anterior sobre bromeliáceas)

Figura 1. Bromélia imperial, disposição das folhas.


Figura 2. Flor da bromélia imperial.


A importância econômica da família Bromeliaceae é referida como plantas ornamentais, sendo atualmente muito cultivadas e utilizadas em decorações de interior e projetos paisagísticos. Em função da grande procura pelas bromélias de valor ornamental, o extrativismo de seus ambientes naturais tem se intensificado nos últimos anos, colocando algumas espécies com maior grau de ameaça.


Figura 3. Ornamentação


A importância econômica das bromélias é também destacada pelo delicioso fruto do abacaxi, Ananas comosus (L.) Merril, muito apreciado na alimentação, como produtora de bebidas, doces e sobremesas.

Figura 4. Abacaxi

Outra espécie de grande valor econômico é o “caroá-verdadeiro”, Neoglaziovia variegata (Arr. Cam.) Mez, utilizada como produtora de fibras. Na medicina natural, como digestiva, depurativa e com outras funções, tem-se o uso da enzima “bromelina”, presente em algumas espécies do gênero Bromelia.


Figura 5. "Coroá-verdadeiro"

Em relação à importância ecológica das bromélias, e acordo com um estudo realizado em um trecho da Floresta Atlântica localizada no Rio de Janeiro, observou-se que, apesar de sua reduzida biomassa apresentam papel significativo na ciclagem e incorporação de nutrientes atmosféricos ao sistema, constituindo-se, portanto em eficiente mecanismo de captura e conservação de nutrientes.

Não deixe de comentar, sejam dúvidas, discussões, sugestões... Interagir é bom, ainda mais quando trata-se de assuntos referentes ao seu contexto! 
Jessika Barbosa.

Referências bibliográficas

OLIVEIRA, Rogério Ribeiro. Importância das bromélias epífitas na ciclagem de nutrientes da Floresta Atlântica. Acta Botânica Brasilica, Rio de Janeiro, v. 31, n. 4, p.793-799, 28 abr. 2004. Trimestral. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abb/v18n4/23213.pdf>. Acesso em: 08 jun. 2013.
MOREIRA, Bianca Alsina; WANDERLEY, Maria Das Graças Lapa; CRUZ-BARROS, Maria Amélia Vitorino da. BROMÉLIAS: IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA E DIVERSIDADE. TAXONOMIA E MORFOLOGIA. Programa de Pós Graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Bromelias_Bianca_Moreira.pdf>. Acesso em: 08 jun. 2013.

Fonte das imagens:
1. http://www.plantaornamental.com/fotos-plantas/2012/10/planta-bromelia-imperial.jpg
2. http://www.plantaornamental.com/fotos-plantas/2012/10/flor-bromelia-imperial.jpg
3. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7_y9wqMGQ1xF0xn6fmgtzhz6qJIrgNwZ11Msqy4yHWZXOC1SPbKmMTtjvqrFeW_MYdCDM6Yb4zciLzWrcIUyF_sOTen4YKdGnN4Q6ZgqptfbwcgebXU-3lGurvrbqHr96DeZSST29ymKP/s1600/BXK1467_Bromelia800.jpg
4. http://www.efecade.com.br/wp-content/uploads/2013/01/ABACAXI-2.jpg

5. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmQpPLm4ggYN9jAUWU87MCiw8astj39gKcdk1CuRuQBpax-onhcNqkYNaKIqrNhyxcmPJSqjmRvC0z7etit3uSg321JEDVIBaffSOfgw6V73FUCw1U-e0TrO7GEiTexG9TVJW2GmvUrumI/s1600/Neoglaziovia+variegata.jpg

terça-feira, 4 de junho de 2013

Morfologia da Flor - Introdução

A flor é o órgão reprodutivo das plantas, sendo assim de grande importância para os vegetais, pois permite a sua expansão territorial. A flor é um importante órgão na evolução das angiospermas, pois a partir dos diversos meios de polinização pôde ocorrer fora à expansão territorial, uma maior troca genética, permitindo assim maior chance de adaptação.

As flores são órgãos constituídos por um eixo caulinar que tem crescimento limitado, o receptáculo, que possui os apêndices estéreis (sépalas e pétalas) e os férteis (androceu e gineceu), e são sustentadas por um pedicelo, um eixo caulinar que nasce da axila de uma ou mais brácteas.

A estrutura que melhor define a flor é o carpelo, que contêm os óvulos, os quais se desenvolvem em semente após a germinação, enquanto o carpelo se desenvolve na parede do fruto.

As flores tem origem igual das folhas, a partir do meristema apical caulinar, porém não apresenta suas partes constituintes separadas por nós.

Morfologia:

A flor completa é composta por: brácteas, pedúnculo, receptáculo e verticilos estéreis e férteis (Figura 1).

Figura 1. Morfologia da flor


As brácteas são folhas modificadas que vão estar próximas aos verticilos florais. Fica na base de onde brota o pedúnculo que suporta a flor ou inflorescência.

O pedúnculo (1) é o eixo que sustenta a flor ou inflorescência.

O receptáculo (2) é a porção dilatada da flor no extremo do pedúnculo na qual as peças (verticilos) da flor estão inseridas.

Os verticilos estéreis constituem o perianto, e consta do cálice e da corola, eles possuem a função de proteger os verticilos férteis. O cálice (3) é o conjunto de sépalas e a corola (4) o conjunto de pétalas.

E por fim temos os verticilos férteis, que são as partes reprodutoras da flor, e constam de androceu e gineceu, onde o androceu (5) é o conjunto de estames e o gineceu (6) é o conjunto de carpelos (ovário, estilete e estigma).


Jessika Barbosa.

Referências Bibliográficas:
RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. Tradução Jane Elizabeth Kraus et al. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 830 p.
SANTOS, J.H.R; BONILLA, 0.H. Organografia das fanerógamas. Fortaleza: UECE, 2003. 146 p.
Imagem original, disponível em: http://www.escolovar.org/plantas_fortunecity01.jpg