Bem vindos!


Aqui você encontra uma forma de aprender sobre Botânica de uma forma mais contextualizada, mais aplicada ao seu dia-a-dia. Pode entender um pouco mais sobre o assunto e também ajudar a contribuir com seu comentário, fazendo perguntas ou acrescentando algo, gerando discussões.

O objetivo do blog é ajudar aos alunos que estudam botânica durante a sua graduação, ou simplesmente "matar" a curiosidade de alguns.

Solicito a gentileza de comentar suas questões e contribuições.

Aos que desejarem a postagem de algum assunto em específico, é só mandar um e-mail para botanicanagraduacao@gmail.com , que será postado aqui, você poderá estar contribuindo para a divulgação e a valorização do blog, assim como para a difusão de conhecimento para todos.


Jessika Barbosa.

sábado, 8 de junho de 2013

As Bromélias e a Dengue



As bromélias utilizadas na ornamentação (postagem aqui) já foram e ainda são consideradas, para alguns uma preocupação, pelo fato de acumularem água devido a sua morfologia (postagem aqui), essa preocupação vem devido às epidemias de dengue, porém de acordo com estudos realizados em zonas urbanas do rio de janeiro, onde bromélias são bastante utilizadas para ornamentação, sugerem que as bromélias não constituem criadouros importantes para a manutenção e proliferação do vetor Aedes aegypti quando comparadas a outros criadouros. É afirmado ainda que não deva ser descartada a possibilidade de que me áreas com elevadas concentrações de bromélias dentro de um bairro possam excepcionalmente apresentar importâncias sanitária. Porém o conjunto dos resultados sugere que elas não constituem criadouros importantes para a manutenção e proliferação do vetor e não poderiam isoladamente manter um epidemia, além de não ter sido observada preferência do mosquito pelas bromélias quando comparadas a outros criadouros, tais como caixas d’água, pneus, tonel, prato plástico, ralo.

Porém o que pode ser feito como mode de prevenção para que as bromélias, que também serve para outras plantas utilizadas para ornamentação em residências, não se tornem criadouros de fato dos mosquitos é tomar algumas medidas como:

- Trocas a água pelo menos duas ou três vezes por semana. A água deverá ser entornada sobre a terra ou longe dos ralos;

- Regar as plantas com uma calda de fumo (fumo de rolo ou de cigarro colocado em dois litros d'água de um dia para outro ou fervido) ou com solução de água sanitária (uma colher de chá de sanitária para um litro d'água) duas vezes por semana;


- Também se recomenda a aspersão de todo o ambiente onde as plantas estão com inseticida aerosol piretróide com propelente à base de água (evitar aqueles com querosene) duas vezes por semana;


- Se possível, utilizar todas essas medidas em conjunto para segurança total. Bromélias plantadas no chão, em residências ou condomínios: Recomenda-se o inseticida ecológico rural, da Natural Camp ou fumo de rolo diluído em água, ou um pouquinho da borra do pó de café diluído em água.


A manutenção dos jardins e espaços públicos é responsabilidade do Estado ou do Município, a quem cabe decidir os produtos e técnicas a serem utilizados. Sabemos hoje que o combate a esses focos é possível e não obriga à destruição de plantas de qualquer natureza que são patrimônio público, ou seja, da população. A legislação ambiental protege as bromélias da natureza porque reconhece a sua importância nos ecossistemas. 


Ninguém precisa se desfazer das suas bromélias. Elas são fonte de beleza e a natureza certamente agradecerá.



Não deixe de comentar, sejam dúvidas, discussões, sugestões... Interagir é bom, ainda mais quando trata-se de assuntos referentes ao seu contexto! 
Jessika Barbosa.




Referências Bibliográficas:

MOCELLIN, Márcio Goulart. Avaliação da importãncia das bromeliáceas como criadouro de Aedes (Setomyia) aegypti (Linnaeus, 1762) (Difpter: Culicidae) no ambiente urbano do Rio de Janeiro. 2010. 87 f. Tese (Mestrado) - Curso de Pós-graduação em Biologia Parasitária, Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: <http://www.arca.fiocruz.br/bitstream/icict/4164/1/marcio_g_mocellin_ioc_bp_0031_2010.pdf>. Acesso em: 08 jun. 2013.

LIMA, Marisa. Bromélias x Dengue (puro mito). Disponível em: <http://blogdepaisagismo.lopes.com.br/2009/05/bromelias-x-dengue-puro-mito.html>. Acesso em: 08 jun. 2013.

Imagens originais disponíveis em:

1. http://blog.efacil.com.br/wp-content/uploads/2011/12/combate-a-dengue.jpg

2. http://www.oestejardinagens.com.br/admin/fotos/d3.jpg

Importância das Bromélias

A família Bromeliaceae destaca-se como um dos principais componentes da flora e da fisionomia dos ecossistemas brasileiros abrigando aproximadamente 36% das espécies catalogadas. Possui vários gêneros endêmicos, alguns deles encontrados exclusivamente na Floresta Atlântica.

Os representantes da família apresentam em geral inflorescência vistosa e folhas distribuídas em roseta. (Para maiores detalhes morfo-anatômicos vá para postagem anterior sobre bromeliáceas)

Figura 1. Bromélia imperial, disposição das folhas.


Figura 2. Flor da bromélia imperial.


A importância econômica da família Bromeliaceae é referida como plantas ornamentais, sendo atualmente muito cultivadas e utilizadas em decorações de interior e projetos paisagísticos. Em função da grande procura pelas bromélias de valor ornamental, o extrativismo de seus ambientes naturais tem se intensificado nos últimos anos, colocando algumas espécies com maior grau de ameaça.


Figura 3. Ornamentação


A importância econômica das bromélias é também destacada pelo delicioso fruto do abacaxi, Ananas comosus (L.) Merril, muito apreciado na alimentação, como produtora de bebidas, doces e sobremesas.

Figura 4. Abacaxi

Outra espécie de grande valor econômico é o “caroá-verdadeiro”, Neoglaziovia variegata (Arr. Cam.) Mez, utilizada como produtora de fibras. Na medicina natural, como digestiva, depurativa e com outras funções, tem-se o uso da enzima “bromelina”, presente em algumas espécies do gênero Bromelia.


Figura 5. "Coroá-verdadeiro"

Em relação à importância ecológica das bromélias, e acordo com um estudo realizado em um trecho da Floresta Atlântica localizada no Rio de Janeiro, observou-se que, apesar de sua reduzida biomassa apresentam papel significativo na ciclagem e incorporação de nutrientes atmosféricos ao sistema, constituindo-se, portanto em eficiente mecanismo de captura e conservação de nutrientes.

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Jessika Barbosa.

Referências bibliográficas

OLIVEIRA, Rogério Ribeiro. Importância das bromélias epífitas na ciclagem de nutrientes da Floresta Atlântica. Acta Botânica Brasilica, Rio de Janeiro, v. 31, n. 4, p.793-799, 28 abr. 2004. Trimestral. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/abb/v18n4/23213.pdf>. Acesso em: 08 jun. 2013.
MOREIRA, Bianca Alsina; WANDERLEY, Maria Das Graças Lapa; CRUZ-BARROS, Maria Amélia Vitorino da. BROMÉLIAS: IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA E DIVERSIDADE. TAXONOMIA E MORFOLOGIA. Programa de Pós Graduação em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente. Disponível em: <http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/Web/pdf/Bromelias_Bianca_Moreira.pdf>. Acesso em: 08 jun. 2013.

Fonte das imagens:
1. http://www.plantaornamental.com/fotos-plantas/2012/10/planta-bromelia-imperial.jpg
2. http://www.plantaornamental.com/fotos-plantas/2012/10/flor-bromelia-imperial.jpg
3. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj7_y9wqMGQ1xF0xn6fmgtzhz6qJIrgNwZ11Msqy4yHWZXOC1SPbKmMTtjvqrFeW_MYdCDM6Yb4zciLzWrcIUyF_sOTen4YKdGnN4Q6ZgqptfbwcgebXU-3lGurvrbqHr96DeZSST29ymKP/s1600/BXK1467_Bromelia800.jpg
4. http://www.efecade.com.br/wp-content/uploads/2013/01/ABACAXI-2.jpg

5. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmQpPLm4ggYN9jAUWU87MCiw8astj39gKcdk1CuRuQBpax-onhcNqkYNaKIqrNhyxcmPJSqjmRvC0z7etit3uSg321JEDVIBaffSOfgw6V73FUCw1U-e0TrO7GEiTexG9TVJW2GmvUrumI/s1600/Neoglaziovia+variegata.jpg

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Bromeliáceas

As raízes nas bromeliáceas (Figuras 1, 2 e 3), vão ser responsáveis somente pela fixação do vegetal, essas raízes ocorrem principalmente em bromeliáceas do gênero Tillandsia.

Figuras 1 e 2. Bromeliáceas em caules
Figura 3.  Caules e raízes de bromeliáceas. W - Raízes; A - Caule.



E então, como ocorre a absorção de água e nutriente nessas plantas, se não é pela raiz?

Essa absorção vai ocorrer a partir de escamas absorventes (Figura 4), que vão estar presentes nas folhas dessas espécies, através de osmose. Portanto, as escamas em Bromeliáceas vão exercer um importante papel eco-fisiológico.

Figura 4. Escamas de bromeliáceas


Mas mesmo com essas escamas absorventes, como elas fazer para absorver água e o nutriente? Diretamente do ar?

Não. A forma como as folhas das bromeliáceas (Figuras 5 a 9) de dispõem, que é espiraladamente e de forma imbricada formando uma roseta, ocorre, frequentemente, a formação de um “vaso” ou “tanque”, estilo um recipiente que vai permitir o acúmulo de água e nutriente, sendo possível a instalação de uma flora e fauna neste micro-habitat.

Figuras 5 a 9. Disposição das folhas e bromeliáceas e micro-habitats


Glossário:


Imbricada: Disposição das folhas de maneira que não se ver o que está embaixo. Sobreposição das folhas.

Micro-habitat: é a vizinhança imediata do local onde vive um determinado espécime animal ou vegetal.

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Jessika Barbosa.

Referências Bibliográficas

MOREIRA, B.A.; WANDERLEY, M.G.L.; CRUZ-BARROS M.A.V. Bromélias: Importância Ecológica e Diversidade. Taxonomia e Morfologia. São Paulo, 2006. Visualizado em: 06 de jun de 2013. Disponível em: <http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/estagio_docencia/BiancaMoreira.pdf>

Imagens originais disponíveis em:

1. <http://style.greenvana.com/wp-content/uploads/2011/12/Ep%C3%ADfita.jpg>
2. < https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQeZWtlZmXDCsdsZ5dBSJTJXJAY3BXR67-fit5uHjvsiIzNIRdm>
3. <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/bromelias/imagens/Bromel5.jpg>
4. <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/bromelias/imagens/Bromel8.jpg/>
5. < http://media.fazfacil.com.br/2012/07/bromelia-300x199.jpg>
6. < http://www.latina.com.br/purobemestar/wp-content/uploads/2013/02/dp0zkqyozulxzsys943osds1t.jpg>
7. < http://blogimuniservice.files.wordpress.com/2011/04/12_mhg_rio_bromelia.jpg>
8. < http://revistacasaejardim.globo.com/Revista/Casaejardim/foto/0,,20353494,00.jpg>

9. <http://www.nucleodeaprendizagem.com.br/bromelia.jpg>

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Morfologia da Semente - Introdução

A semente é óvulo desenvolvido após a fecundação, ela se origina depois da dupla fecundação que ocorre no ovário.

A semente contém o embrião com ou sem reservas nutritivas, que é protegido por um tegumento. As partes da semente são: o tegumento e a amêndoa (embrião e reservas) (Figuras 1 e 2).

Figura 1. Morfologia da semente de eudicotiledôneas e de monocotiledôneas.

Figura 2. Morfologia geral da semente


O tegumento (1), também conhecido por casca, e o que reveste a semente externamente, podendo ser duro ou macio, liso ou dotado de ornamentações. Além do papel de proteger o embrião, também pode desempenhar papel importante na disseminação da semente, devido suas variações estruturais. Ele também regula a germinação, a velocidade de rehidratação e das trocas gasosas.

A amêndoa é a parte envolvida pelo tegumento, e possui o embrião e as reservas.

O embrião consta de radícula (2) (que é uma raiz rudimentar), de caulículo (3) (que é a porção caulinar do embrião), de gêmula (4) (também conhecido como plúmula, que é o cone vegetativo apical, constituindo os primórdios das primeiras folhas) e de cotilédone (5) (que é ou são as primeiras folhas. As angiospermas podem ter um cotilédone – monocotiledôneas - ou dois - eudicotiledôneas).
As reservas são o endosperma primário, que é um tecido originado da célula-mãe dos macrósporos, formado antes da fecundação, pelo que é haploide, ele ocorre nas Gimnospermas.  O albume (6) desenvolve-se após a fecundação e é triploide, é um tecido nutritivo e rico cem substâncias alimentares. E por fim, temos o perisperma, que é um tecido de reserva originado da nucela, que forma-se somente em algumas sementes podendo coexistir com o endosperma.

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Jessika Barbosa.
Referências Bibliográficas:
RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. Tradução Jane Elizabeth Kraus et al. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 830 p.
SANTOS, J.H.R; BONILLA, 0.H. Organografia das fanerógamas. Fortaleza: UECE, 2003. 146 p.
Imagens originais, disponíveis em:
1. https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEig53eYyHrNcaQQLRy1lmCSqMo81cwnDzfnhZGH5mJyoxieaHHugb7p7Iyv8iDhQfyX-mAmw9hZeEvjoetum05QCgRF8wPICOo9xZX0XAwrp-po3DChw111_1Dpbi2pK7FVQQpXXSuKEQs/s1600/Picture3.jpg
2.http://flores.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/partes-da-semente-tegumento-embriao-e-endosperma/partes-da-semente-tegumento-embriao-e-endosperma-2.jpg

terça-feira, 4 de junho de 2013

Morfologia do Fruto - Introdução

O fruto é o ovário desenvolvido da flor, sua formação ocorre, em geral, após a fecundação. Ele serve para proteger e ajudar na dispersão das sementes, que se desenvolvem de óvulos que foram fecundados.

Os frutos possuem grandes variações estruturais, devido a grande variação que existem na organização do gineceu das flores. Muitas vezes o fruto pode se formar de outra parte da flor, sem ser o ovário, outras partes podem ser representadas no fruto, como o, pedúnculo, o receptáculo, o cálice e as brácteas. Durante o desenvolvimento do fruto e pedicelo da flor de alarga para sustentá-lo.

Morfologia:

Apesar da grande diversidade de fruto, eles apresentam uma estrutura morfologia básica bem constante, composta por, pericarpo (epicarpo, mesocarpo e endocarpo) e semente.

Figura 1. Morfologia do Fruto


O pericarpo (1) é a parede do fruto, composta pelas três regiões citadas acima. O epicarpo (2) é a camada mais externa do fruto e tem origem a partir da epiderme externa da parede do ovário. O mesocarpo (3) é a camada intermediária, que se origina do mesófilo carpelar, podendo ser espesso, acumulando ou não reserva nos frutos carnosos ou secos, costuma ser a parte comestível. Por fim temos o endocarpo (4), que é a camada mais interna e que tem origem a partir da epiderme interna da parede do ovário, essa camada é a que está em contato com as sementes.

Em relação às sementes (5), elas serão abordadas em uma postagem separada.

Não deixe de comentar, sejam dúvidas, discussões, sugestões... Interagir é bom, ainda mais quando trata-se de assuntos referentes ao seu contexto! 
Jessika Barbosa.


Referências Bibliográficas:
RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia vegetal. Tradução Jane Elizabeth Kraus et al. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. 830 p.
SANTOS, J.H.R; BONILLA, 0.H. Organografia das fanerógamas. Fortaleza: UECE, 2003. 146 p.
Imagem original, disponível em: http://djalmasantos.files.wordpress.com/2010/11/fruto.jpg